Apesar de tudo

16-04-2022

Creio ter visto, no outro dia, a quando de estar a investigar o assunto, que por cada 40 segundos ou algo assim do género, mundialmente, uma pessoa atenta contra a sua própria vida. Estes são números claramente exorbitantes, que mereciam uma reflexão muito profunda sobre a natureza humana, reflexão essa que não será propriamente feita neste texto, pelo menos diretamente; são números que me parece a mim não estarem a ser devidamente levados a sério e isso talvez aconteça por esta temática ainda ser um bocado tabu, por sermos todos um pouco mostrengos em relação a determinadas temáticas. Onde eu quero chegar, no entanto, é que isto me leva a constatar que apesar dos parques estarem cheios, de haver muita felicidade, e ainda bem que o há, a criação é todavia alegria, também há muito desespero, também há realidades incontornáveis, também há sofrimentos extremos e becos sem saída. Bem, este texto é para todas essas pessoas que passam por situações parecidas, não como se fosse um texto de autoajuda barato, que apela aos "coitadinhos", mas antes um memorando que fica aqui gravado a fogo para quando for necessário ser lido, um memorando feito por alguém que percebe bem essa realidade. 

Apesar de tudo, seja qual for a situação em que um se encontre, há três coisas que sempre subsistem seja qual for a situação, sempre nos podem dar alento, nos ajudar, nos dar a ver que vale a pena continuar: são estas o corpo, exercitando vemos o quanto o mundo é mais fácil do que muitas vezes se nos apresenta, corpo esse que chega por si só, 

a natureza, que aliada ao corpo é uma mais valia tremenda, nela encontramos pois refúgio de todo e qualquer problema, é aliás como se nalguns momentos, porque bafejados por um novo ar, o problema não existisse; olhe-se, por exemplo, uma caminhada junto ao mar, 

e o terceiro ponto que é a mente humana, a capacidade de pensar, que vai de braço dado com as anteriores duas, pois da mesma maneira que nós podemos estar orientados ao que há de negativo, também podemos ser fortemente impulsionados pela capacidade de pensar positivo, de ir "adelante", de superar os problemas, de inventar maneiras novas de existir, bem como podemos sempre refletir construtivamente e dinamicamente, algo que muitas vezes nos dá prazer e um sentido. Estas, contudo, requerem claro um trabalho e às tantas, eventualmente, uma pessoa pode perguntar-se se vale a pena?Pois eu digo-vos que os bons momentos justificam o esforço, que tudo é melhor do que desistir, e se estamos a pensar em desistir, se vale a pena viver,  é porque estamos a dar demasiada importância a pensamentos voláteis, temos falta de espairecer, não temos exercitado o suficiente, não temos passeado o suficiente por esses trilhos que existem por o mundo fora, não temos provado novos pratos, feito novos cozinhados, andado de bicicleta, não temos lido, jogado, tido uma boa conversa com alguém experiente ou visto um bom filme, é porque não nos conhecemos o suficiente para saber do que gostamos de fazer. Apesar de tudo, digo-vos eu, nada justifica desistir de tudo

 Vale sempre a pena aceitar o que nos é dado e viver mais um dia

Tem aí o exemplo

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