Manifesto da Juventude

Preciso de falar,
de me fazer ouvir,
de ser real...
De gritar, como dizia Walt Whitman, de lá de cima dos telhados: Ave que voa em direção ao horizonte vertical!
De que vale a solidão imposta?
De nada, creio que na verdade cheira a bosta!
Nós precisamos de gente, de realidade, e nunca de filmes
Ah, estou a aprender a ouvir-me!
Sem nada fazer, estou a aprender o fácil, o equilíbrio delicado que sempre surge para quem sabe escutar
Para lá da moral, do que nós pensamos, há o que nós somos, seres perfeitamente imperfeitos, ou imperfeitamente perfeitos, caminhando para uma perfeição maior, inacabados...
O ruído ainda não me bastou, não! Tal ideia é me inconcebível: Quero sair à rua e viver esta vida,
Acreditar que há diferença,
Ler bons livros,
Caminhar,
Acreditar que nunca vou morrer,
Quero talvez o impossível, (mas não me apetece falar sobre isso) Tudo a seu tempo não é verdade?
Hoje caminhamos sobre o nosso caminho, de passos firmes, certos, verticais, esse caminho de terra, junto ao mar, junto à serra, é à beira dum rio, um belo rio que divide nações, e há relva fresca nas imediações; um caminho que sobe, que desce, mas que vai em direcção ao céu,
Esse caminho que passa regatos, castelos, esse caminho que é sempre feito por dentro, porque ainda que a paisagem mude, muda verdadeiramente dentro, sem que a gente nada faça
Esse caminho que se dá, porque o destino sempre se dá:
Nos não construímos o nosso destino, nos somos uma construção do destino
E agora ele leva-nos pela mão!
Acreditem!