Manifesto da Juventude

02-09-2020

Preciso de falar,

de me fazer ouvir, 

de ser real... 

De gritar, como dizia Walt Whitman, de lá de cima dos telhados:  Ave que voa em direção ao horizonte vertical! 

 De que vale a solidão imposta? 

 De nada, creio que na verdade cheira a bosta! 

 Nós precisamos de gente, de realidade, e nunca de filmes  

Ah, estou a aprender a ouvir-me!

Sem nada fazer, estou a aprender o fácil, o equilíbrio delicado que sempre surge para quem sabe escutar 

Para lá da moral, do que nós pensamos, há o que nós somos, seres perfeitamente imperfeitos, ou imperfeitamente perfeitos, caminhando para uma perfeição maior, inacabados... 

O ruído ainda não me bastou, não! Tal ideia é me inconcebível: Quero sair à rua e viver esta vida, 

Acreditar que há diferença, 

 Ler bons livros, 

Caminhar, 

Acreditar que nunca vou morrer, 

Quero talvez o impossível, (mas não me apetece falar sobre isso) Tudo a seu tempo não é verdade? 

 Hoje caminhamos sobre o nosso caminho, de passos firmes, certos, verticais, esse caminho de terra, junto ao mar, junto à serra, é à beira dum rio, um belo rio que divide nações, e há relva fresca nas imediações; um caminho que sobe, que desce, mas que vai em direcção ao céu, 

Esse caminho que passa regatos, castelos, esse caminho que é sempre feito por dentro, porque ainda que a paisagem mude, muda verdadeiramente dentro, sem que a gente nada faça 

Esse caminho que se dá, porque o destino sempre se dá: 

Nos não construímos o nosso destino, nos somos uma construção do destino 

E agora ele leva-nos pela mão! 


Acreditem!

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